SPFW.

 Nessa segunda tivemos desfiles de quatro marcas, são elas a Animale, Tufi Duek, Samuel Cirnansck e reserva, confiram um pouco da coleção de cada marca:


 A Animale trouxe uma coleção inspirada no sul da França, uma coleção com formas super amplas, essa coleção foi tachada como a mais leve coleção da Animale até hoje,novos materias ainda à de serem descobertos, a coleção para as meninas está mais relax, menos peruas, e muito elegantes, traz também um ar fresco e certo romantismo à coleção, lembrando que é um romantismo longe de estereótipos e clichês, a transparência em tecidos leves é a tendência chave para a coleção,  flores de metal e de couro, textura bonita em couro extrafino e muito trabalhado,  a alfaiataria aparecem as mini-camisas que deixam as barriguinhas de fora, com um pouco de sexy que é um dos hits deste verão. Com um casting maravilhoso,Raquel Zimmermann, Joan Smalls, Constance Jablonski, Ana Beatriz Barros, Ana Claudia, etc) e plateia badalada, a Animale já pode sair da Bienal e ir direto comemorar.


 A Tufi Duek traz um tema maravilhoso na minha opinião arte tribal indígena, formas Retas e justas, comprimentos curtos e costas de fora; um novo minimalismo é lançado pela estilista, não perdendo para as coleções internacionais. Mesmo inspirando-se em um tema tão brasileiro, um desfile global, sexy, jovem, e talvez um pouco pesado nos tecidos; trabalho de texturas lindo, resultado do uso de miçangas. Se é possível um Brasil minimalista, este é o de Tufi Duek.


 A Samuel Cirnansck vem com uma coleção contundente, como tema, nada mais, nada menos do que universo do fetiche, nada melhor para se trabalhar do que fetiche, com formas ajustadas nos comprimentos curtos, volumosas da cintura para baixo nos comprimentos longos,o contexto, quase que literalmente, apresentando um desfile cheio de referências sexuais e sadomasoquistas. Dos vestidos curtos com shapes geográficos até os volumosos vestidos de noiva, decotes generosos e recortes estratégicos. o fetiche não terminava ai, também trazia  mordaças arrematadas em lacinhos, além de cordas que prendiam a cintura e os braços das modelos. Ao som de “Born This Way”, modelos caminhavam como noivas sado-masoquistas compondo um visual dramático que agradou e também trouxe ansiedade . Observar as modelos desfilando vestidos longos em saltos tão altos, e ainda com os braços presos nas costas, causou mais apreensão do que as provocações sexuais da apresentação.


 A Reserva, vem com um tema, que eu não entendi muito bem, pois, vejam vocês mesmo, Cuba livre ?, com formas As formas militares, porém perdendo a  rigidez nas formas, calças amplas e mais curtas, camisas com golas mais curtas e tudo com muitos bolsos, tanto na parte de trás dos paletós e nas calças,  A performance montada pela Reserva, atores  com roupa militar e nariz de palhaço, enrolam charutos sistematicamente, quase passa dos limites de “sátira ao conceito da ditadura”  sendo uma maneira de mostrar, junto à coleção, o que Cuba tem de melhor e de pior; básico para o verão masculino, paletós estampados e coloridos, bermudas e calças, essas o destaque da coleção, modelagem amplas e barras mais curtas, que até as mulheres vão querer usar. 

Até amanhã com mais do SPFW, R.



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